Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mar portugues.

Ó MAR salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó MAR!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

Deus ao MAR o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

E como toda pessoa esquisita, é composta por detalhes e gostos esquisitos, eu não poderia ser diferente. As vezes acordo com poemas na cabeça, hoje acordei com esse.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.