Não vejo nada
Mesmo quando acendo a luz
Não creio em nada
Mesmo que me provem certo como dois e dois
As plantas crescem em nosso jardim
Pra te mostrar, só pra te mostrar por que
Não há nada quer ponha tudo eu seu lugar
E Eu sei
O meu lugar está aí.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.