Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

 E quem aqui saberia aonde me levar? Me diz, quem? Quem aqui encontraria um céu mais alto e um chão com cara de céu? Porque eus ó quero céu, eu não quero mais essa gravidade, essa realidade e essa dualidade que me tornam suja. E se não for você, meu anjo, quem vai fazer isso por mim?

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.