Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue.

Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca

Dos bêbados do centro da cidade.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.