Pedir milhares de coisas desde que você se foi e talvez a pior delas tenha sido a minha paciência com as pessoas. Eu simplesmente não as suporto mais, os problemas, as palavras, os jeitos. Tudo, absolutamente tudo me irrita e me cansa. Apenas não suporto e isso tem me deixado tão infeliz, tão triste. Não é possível uma pessoa viver uma história feito aquela que vivemos, ter tanta coisa guardada na cabeça, no coração e não se sentir uma merda quando estas lembranças resolvem pular na sua frente. Eu te amo tanto. Não procuro, não demonstro, não faço nada, mas te amo tanto e sinto tanta falta de nós dois. Preciso ser internada, estou infeliz pra caraleo.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.