Estou sentindo na pele, na cabeca, na alma e no coração o desejo de escrever pra você, estou tentando resistir, ando estudando mais, lendo mais, correndo mais e se mesmo assim não for possível esquecer, receio que irei transcrever um pranto amoroso e saudoso pra você, não precisa ler, se eu fosse você, não lerei, mas se o fizer, é por conta e risco totalmente seu, porque estou avisando, será totalmente a carne viva e será o ultimo deles.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
domingo, 16 de novembro de 2014
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.