Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Doente de amor.

Esse amor e essa saudade quase passa todos os dias, eu quase te esqueço sempre. Quando viajo, não lembro que em algum lugar desse mundo nem tão grande assim, você existe e vive feliz a sua vida. Quando estudo, quando vou pra PUC ou me divirto na minha sala que tem 40 homens para cada rapaz. A vida corre, segue o seu curso normal, as vezes aperta, afrouxa, fica linda, fica louca, mas o que ela continua querendo da gente é sempre a mesma coisa, coragem. Tinha perdido o vicio de lembrar que você existe, de falar, pensar, sonhar, imaginar, sentir e chorar, tinha perdido você aqui dentro do peito. Me forço a ser uma pessoa forte, no tipo que não lamenta, apenas aceita o que lhe foi dado e tira o melhor proveito disso. Aprendi a ser forte, porque é o que a gente aprende quando não existe mais alternativas, e eu sou e continuarei a ser. Mas você escapa dos filtros e as vezes aparece, escapa dos seus amigos que não são mais meus, do contato nulo que tenho com algo relacionado a você, as vezes você escapa, vai pro CEFET pegar no Samba da Quadra um amiga de uma amiga minha e me encontra lá no ValleNevado, longe de tudo, da vida, da realidade, do calor e do tropical, longe da minha vida real e vivendo a de outra pessoa que é feliz e acorda todos os dias vendo a brancura e imensidão da neve aos seus pés, então você me encontra, esfrega o seu sexo na minha vida e faz de mim tão pequena e infeliz, feito essa neve toda que vai derreter quando chegar o verão. As vezes você escapa e me pega no laboratorio de quimíca, enquanto testo um Wisky falsificado, você vai e convida essa ai para ir no Lord (desde quando você vai lá?), e você escapa no instagram de conhecidos, nas musicas que ouco na rádio, no Chico que insiste em ser mais seu do que meu, na minha tatuagem que quando alguém pergunta 'qual foi a do coração' e eu não sei responder, escapa no 'cabide', no 'futuros amantes' e em outros lugares. Você anda escapando, passando, ultrapassando todos os filtros e invadindo os meus dias, você anda machucando de saudade esse coração que já nem bate direito mais. Vi suas fotos ontem, depois de quase 4 meses, vi o seu instagram e senti nojo, vontade de vomitar, raiva, amor, saudade, doença, nervoso, inveja e mais amor. Você tão lindo, medico e feliz, é tão maravilhoso de se ver, que o meu coração doente esquece que a gente te esqueceu e respira apaixonado mais uma unica vez. Te esquecer é dificil, sabia disso? Mudei de faculdade, de amigos, de lugares. Vou mudar de país em breve e você grudado na minha essencia. Existe algo tão insuportavel em você, que gruda na alma e nao sai nem se exorcizar, viajar, transar, beber ou rezar, tem algo tão lindo e unico na sua alma, que grudou na minha alma feito doença. Droga! Grudou feito amor! 

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.