Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

sábado, 5 de julho de 2014

Tenho vontade de ser amigo de algumas pessoas, mas sei que amizade não é algo que se peça à alguém. Por incrível que pareça, essas pessoas não tem nada de extraordinário, quase ninguém as enxerga, elas não fazem questão de serem vistas, as vezes bato o olho e penso o quanto deve ser legal ser amigo dessas pessoas, dividir o peso do mundo que carrego nos ombros, olhar nos olhos e falar alguma banalidade aleatória. É algo intuitivo, algo espiritual. Existem aqueles que não tem nada a oferecer, e me despertam uma curiosidade profunda apenas por serem quem são, talvez eu nunca consiga explicar as entrelinhas e os porquês, mas é como se houvesse um espaço no meu coração esperando pra ser preenchido por alguém tão vazio quanto eu.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.