Conheci Chico no meado de 2009, alguma escritora que eu acompanhava o citou em seu texto e foi o suficiente para me apaixonar perdidamente, foi feito um virus, uma vez que respirei, se tornou parte de mim. No mesmo dia baixei a sua discografia, vi entrevistas, li a respeito, comprei livros, me apaixonei, me entreguei. Chico eu levo no coração, com todo o amor que eu tenho no peito, mas que o mundo ainda não merece ve-lo. Chico levo na alma, com toda a poesia que graças a ele carrego em mim. Chico levo no peito, nos ouvidos. Chico mesmo, eu levo na pele, com a minha tatuagem favorita que expressa a minha ideia de amor aos outros "Amores serão sempre amaveis" ele me disse isso certa vez, ao ouvir, analisei, dormir, li, acordei, re-li, sonhei e concordei, amores sempre serão amaveis, quem você amou, sempre merecerá o seu amor de alguma maneira, você pode não continuar o amando, mas você sabe que ele tem alguma coisa, que por algum motivo, merece muito amor. Todas as minhas paixões tem um pouco de Buarque, a todos dedico o meu choro cantado de "Futuros Amantes" e pego de volta no momento em que eles e vão. Esse hino pessoal é somente meu, posso emprestar, mas no final das contas, não dou a ninguém, esse Chico me deu em fevereiro/2012 no Rio de Janeiro e será só nosso para sempre. Hoje Chico completa 70 anos, anos de sua tristeza que comove e entristece a todos, anos do seu amor pelas coisas, anos da sua vida, anos de poesia e presente. Que esse mundo te conceda mais 70 anos, mais anos para nós humildes mortais te admirar e te amar. Chico é perfeição, gênio da raça. Chico é vida, eu digo constantemente á todos, Chico é total amor, Chico é samba e amor até mais tarde, Chico é carnaval, feijoada completa, Rosa, Valsinha e Valsa Brasileira. Chico é FUTUROS AMANTES e tatuagem. Chico é o meu guri, Chico na verdade, é o meu único e verdadeiro amor eterno. Feliz aniversário e mais do que isso, muito obrigada.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.
