Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

“— Quem não procura, não sente falta, moço.
— Engano seu, pequena. A nostalgia tortura e todo dia o coração implora pedindo para voltar.
— Porque não volta, então?
— A saudade é grande, mas o orgulho é ainda maior, menina.”
Caio Fernando Abreu.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.