Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma conversa despretensiosa.

- Porque você fez isso?
- Porque eu pensei que fossemos casar.
- Você o que?
- Pensei que fossemos casar, naquela época, eu juro, não sou louca, mas tinha cara de futuro, amor e casamento. Ou eu quis acreditar que tinha essa cara, mas eu juro, teve alguns instantes que eu senti que daria certo, que o meu coração jurou que seria eterno.
- E hoje? O que você vê? O que você sente?
- Eu só vejo a realidade, já faz algum tempo que parei de me importar com o que sinto, de levar esse sentir em consideração, podemos concluir fácil que ele nunca me ajudou.
- O que seria isso, a realidade? Você parou de amar?
- A realidade é que fiz besteira, eu perdi e ele se foi pra sempre. E quanto ao amor, parei de olhar para ele, tenho coisas mais importantes na vida, tenho coisas mais importantes para lidar.
- O que seria mais importante do que o amor? E doí a realidade?
-  Esquece-lo hoje para mim, é mais importante do que o amar. Não me importa, apenas o deixar existir, é mais importante do que o enviar amor. E não doí, não muito, não mais, é apenas triste e solitário o mundo sem a promessa da presença dele um dia.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.