Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

- Podemos nos ver de novo?
- Claro.
- Amanhã?
- Paciencia, Gafanhoto. - aconselhei. - Assim vai parecer ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que falei "amanha". Quero ver você de novo hoje á noite. Mas estou disposto a esperar á noite toda e boa parte do dia de amanhã.
Revirei os olhos.
- Estou falando sério - ele disse
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro de dentro do console. - Que tal se eu ligar para você assim que acabar de ler isso?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.


A culpa é das estrelas.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.