Senti saudade. E justo eu, Madá, justo eu que disse que nunca ia sentir falta de ninguém. Justo eu! Que vivia dizendo que seguir em frente só é possível se não olhar pra trás. Mas, num rompante, veio aquela saudadezinha, aquela sensação de choro, a vontade de ter você por perto. Madalena, menina, quem diria que eu ia acabar amando esses seus olhos, essa sua mocidade.
Naquele sofá em que te fiz mulher ainda fica a minha memória, Madá. Minha vontade de você. Quanto de nós ainda pode durar, ainda pode existir? Você sempre me cuspia um “velho” e agora, menina, eu realmente me sinto assim.
Posso ver minhas rugas, minhas feridas, meus defeitos. Sem você, Madalena, não existe perfeição ou qualquer ideia abstrata como esperança e amor. Sem você, Madá, não existe nada. Não existo eu.