Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Eu, que te vejo e nem quase respiro.

Quantos poetas românticos, prosas exaltam suas musas com todas as letras. Eu te murmuro, eu te suspiro, eu, que soletro teu nome no escuro (...) Mas eu te chamava em silêncio, na tua presença palavras são brutas.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.