Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo eu sabendo que as rosas não falam. Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre. Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a, vida é, em muitos momentos, dolorosa. Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas, do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas. Que eu não perca a vontade de, ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas, delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda. Que, eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças, querem que eu caia. Que eu não perca a vontade de amar, mesmo, sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o, mesmo, sentimento por mim. Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão, meus olhos. Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a, derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos. Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida, são inúmeras e deliciosas. Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu. Que eu, não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus, braços estarão fracos. Que eu não perca a beleza e a alegria de, viver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma. Que eu não perca o amor por, minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria, esforços incríveis para manter a sua harmonia. Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até, rejeitado. Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo, sabendo que o mundo é pequeno. E acima de tudo, que eu, jamais, me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão, de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e,transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.