Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Carta ao Tom.

Saudade do Tomzinho, naquela tarde vazia dentro do hotel. Eu escrevi uma cartinha pra ele, carta essa que eu não mandei. Como acontece com a maioria das minhas cartas.

Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.