Isso não é um texto, é um registro, é apenas uma maneira de deixar gravado o quanto você me fez feliz hoje, o quanto sinto um desejo incontrolável por você. Delicia é saber que a minha saudade, esta no mesmo nível da sua e que estamos em total sintonia. Delicia é sentir o seu cheiro, a sua barba e calor dos seus dedos que a meses não sentia. É muito desejo e amor, para pouca quinta-feira. O êxtase que sinto com você por perto é inexplicável, obrigada por me fazer sentir assim. Há muito tempo não sentia a minha pele clamar tão loucamente por outra pessoa. E mesmo sendo condenável e pecado, com você, faria tudo outra vez. Eu faço, milhares e milhares de vezes. Então vamos deixar o julgamento para os outros e curtir o nosso pequeno e dirt segredo.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.