"O critério usado foi o mais simples possível. Anotei em uma listas as pessoas que eram verdadeiramente puras de coração. As que se importavam com a minha vida, apenas por se importar, não por fofoca ou interesse, quer saber o que tenho passado, apenas por amor. Quis encontrar alguém receptivo, sempre disponível para ajudar e se não puder ajudar, alguém que eu possa contar em todas as horas. Alguém que leva as coisas á sério, que luta pelos seus objetivos, que não desiste, não se abala por muito tempo. Quis uma pessoa linda de todas as maneiras e que mesmo negando, acredita e procura um amor. Eu queria na verdade, alguém da alma pura e leve, do sorriso acolhedor. Anotei isso em uma lista e sabe quem foi a primeira pessoa? Você!! Então te pergunto agora Taynara. Você quer ser a minha madrinha de casamento?"
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.