Coisas ridículas, das mais loucas e com ausência de amor próprio. Não há nada que uma saudade não nos faça fazer, ao receber algum sinal meu nos próximos dias, guarda bem o que estou te dizendo. A saudade leva de nos a nossa racionalização e nos deixa por conta dos sentimentos e quando ela é muito grande, a ponto de querermos arrancar a pessoa dos sonhos só para abraça-la, descobrimos que já é hora de fazer algo. Guarda bem isso gatão, não há nada que a saudade não nos faça fazer, guarda isso e por favor, me entenda.
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.
Fechou o tempo, o salão fechou, mas eu entro mesmo assim. Eu sei que fui um impostor, porém me deixe ao menos ser pela última vez o seu compositor. Quem vibrou nas minhas mãos, não vai me largar assim. Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar, eu vim.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram.