É mais uma mulata triste que errou
Errou na dose
Errou no amor
(...)
A dor da gente não sai no jornal.
Eu juro que tento rir, mas as peças que a vida me prega, não têm graça nenhuma. Pode ser que a maré nunca vire, será?!
Quando eu ainda estava moca algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui, a espera do garoto que naquele tempo andava longe, muito longe de existir. Tantos tristes fados eu compus, quanto choro em vão, bolero blues. Eis que do nada ele aparece, já tão desejado que não cabe em si, neste crucial momento, se ele olhar para trás é bem capaz de num lamento acudir ao meu olhar mendigo. Mas aquele ingrato corre e quando já não mais garoto der a meia-volta, claro que não vou estar mais nem aí.